Percorro a Cidade Sem Nome
por entre a multidão
à procura de um som angélico
sem rosto nem emoção
passo o muro e caio no abismo
percorro as vielas sem rumo nem destino
Buracos negros cavados no chão
por seres desesperados
entoando uma canção
embalo dormente do corpo pendente
possuído pela sombra do vício presente

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